sábado, 22 de janeiro de 2011

Novela e Relações Públicas?


Eu não sou noveleira, juro. Mas, devo confessar que adoro a novela das sete de uma popular emissora de TV. Um remake muito bem feito. Acompanho diariamente e quando não posso assistir pela TV, corro para ver na Internet.

Mas, o que uma novela tem a ver com Comunicação ou Relações Públicas?
Afinal o MakeCom é um espaço para discussão, com esse propósito: falar de comunicação.

Simples: quem acompanha a novela, sabe que a trama principal é a rivalidade entre dois famosos estilitas. E a imprensa faz uma importantíssima participação na trama.

No folhetim tem duas revistas: uma de moda e uma de fofoca, que vivem atrás dos vários escândalos que os dois estão sempre envolvidos.  Problemas pessoais, vexames em desfiles, gafes, boatos. Tudo isso serve de banquete para duas revistas. Além disso, a novela tem uma personagem interessante, a filha de um dos estilistas, que se passa por uma blogueira misteriosa que sempre tem comentários pertinentes, críticas muito bem colocadas e por isso se tornou uma importante formadora de opinião no mundo da moda. Ela também utiliza os dois como fonte para as discussões em seu blog.

Quando uma reportagem, matéria, nota é publicada a primeira providência a tomar é um vexame pior do que os que iniciaram as manchetes. É vexame para justificar vexame.

O que falta para esses dois? Assessores de Imprensa, Relações Públicas, Media Training, profissionais que orientem os dois personagens o quanto problemas de imagem podem prejudicar uma empresa, no caso deles, os negócios de cada um.

Não acho que seja um pecado a novela não ter esse tipo de profissional, pois são os micos vividos pelos personagens que fazem da novela um sucesso. Mas, como amante da profissão que escolhi,  tento tirar algumas lições da novela.
  • A importância de ter um bom  relacionamento com a imprensa. Eu sei que falar isso é chover no molhado, mas na prática isso faz toda a diferença. É incrível como a revista fala bem de um dos estilistas e joga pedras no outro. Nem preciso dizer, qual dos dois reage pior ao assédio da imprensa, certo?
  • O risco de ter uma imagem abalada. Os prejuízos que podem ser causados. Um dos protagonistas teve problemas tão graves de imagem, que precisou vender sua marca, pois as clientes não queriam mais usar suas roupas. 
  • A falta que um profissional de comunicação faz. Não existe planejamento nenhum. A mulher de um deles (esse mesmo, o que tem problemas com a imprensa, teve que vender a marca, novamente ele...) até tenta agir de forma estratégica, parece que vive em guerra, mas não tem boas intenções e por não ter preparo nenhum todos os seus tiros saem pela culatra.
E preciso adiantar que vai entrar uma personagem na trama com a função de Assessora de Imprensa, mas ela vai trabalhar na editora das duas revistas e não para os personagens.

Volto a dizer não sou noveleira, tenho outras formas de me entreter. Mas, já que me rendi aos encantos de uma novela procurei tirar algo útil dela. 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Está chegando o dia do RP!


O dia 2 de dezembro tem sido aguardado e comentado no Twitter há algumas semanas, os profissionais discutem ações, a evolução da profissão e principalmente o orgulho por serem Relações Públicas.

Esta será minha terceira comemoração do 2 de dezembro, e embora também esteja ansiosa com o dia e para ler os posts que surgirão em dezenas de blogs, gostaria mesmo de ver outras pessoas, que não profissionais de comunicação, me dando os parabéns, que as pessoas consigam falar algo além de "Ahn?" quando digo qual faculdade escolhi fazer e que saibam para quê podem precisar dos serviços de um Relações Públicas.

Históricamente seguimos uma profissão nova, que tem em sua própria regulamentação a dúvida se foi correta ou se ela própria reduz a possibilidade de reconhecimento, a confusão entre o bacharelado em Relações Públicas pra se tornar profissional de Relações Públicas para executar funções de...Relações Públicas.

Possíveis mudanças sugeridas pelo MEC sobre nosso curso confundem ainda mais, principalmente os alunos que nos primeiros anos de curso acham complicado explicar o que vão 'ser quando crescerem' ( falo por mim pelo menos, e depois de entender o que são RP's ficou ainda mais difícil explicar isso de um jeito simples sem deixar de lado funções da profissão).

É claro que ainda há muito a ser feito sobre nossa profissão, quero que a profissão Relações Públicas tenha o destaque que merece e não que seja uma mar de confusões e dúvidas, acredito ser fundamental continuar buscando a legitimação da profissão, mostrar a atuação e o alcance dessa paixão que é comum entre poucos.

Espero que esse 2 dezembro não seja apenas comemorado entre RP's e sim usado como uma boa oportunidade de dizer ao mundo quem somos e a que viemos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A importância do bom discurso


No último domingo, dia 12, aconteceu na RedeTv! o debate dos presidenciáveis, primeiro debate de destaque da emissora, (que por si só já renderia um post sobre o crescimento e evolução da mesma) e eu por gostar deste tipo de embate comecei a assistir o programa.

Antes de começar o debate a emissora fazia 'plantões' sobre a chegada e comentários dos candidatos que chegavam, todos com suas respectivas equipes e seus assessores, imagino que eles deveriam estar tão nervosos quanto seu candidato, afinal é função de um comunicador cuidar para que o discurso seja preparado de forma interessante e clara, evitando confusões de qualquer tipo. Além dos discursos vem o treinamento, o tal do media training que prepara a personalidade com o evento que terá pela frente, possíveis perguntas e ataques, um trabalho que se não for bem feito pode resultar em um grande tropeço para uma campanha dessa importância.
E durante o debate era possível ver as diferenças entre as falas, o estilo do partido por trás de cada frase, mas que nenhum deles deixava de consultar suas anotações e às vezes até cortar uma frase no meio para fazer algum apontamento. Além da preparação o nervosismo com certeza atrapalhou bastante, alguns dos candidatos chegaram até a fazer ofensas pessoais, exaltando os ânimos da platéia.
Participar de um debate não é facil e ter um discurso bem praparado pode ser a linha guia para escapar de saias justas, algumas dicas para montar um bom texto:
Mantenha-o curto – um discurso não precisa ser longo para ser impactante;
Elimine formalidades desnecessárias – se você está fazendo um discurso, as pessoas não querem se preocupar com cada termo complicado que você usar;
Tenha um objetivo – se for falar por falar, é melhor ficar calado;
Toque o coração das pessoas – um discurso é diferente de uma palestra, em que você tem que ser técnico. No discurso você não precisa seguir argumentos lógicos, mas sim cativantes;
Pense grande – o seu discurso sempre pode usar como referência temas atuais e de grande importância para sua platéia;
Fale para todos – lembre que você está falando para pessoas que pensam de formas diferentes e vivem de formas diferentes. Não se limite à apenas um grupo semelhante ao seu;
Faça as pessoas visualizarem – use palavras fortes e que exemplifiquem o que está falando, isso vai prender a atenção de todos. Um exemplo que temos é quando o Lula usa “meus companheiros” ao invés de “povo brasileiro”, quando ele faz isso todos se sentem mais próximos dele;
Cite frases famosas – sempre existem boas frases para dar mais ênfase ao que você está dizendo. Uma boa opção para pesquisar é o WikiQuote, lá você encontra diversas citações famosas ou não para serem usadas;
Faça uma boa revisão – para ter certeza de que seu discurso é realmente bom, é necessário que ele seja escrito e aperfeiçoado várias vezes;
Termine com uma frase impactante – quando terminar um discurso com uma boa frase, as pessoas irão se lembrar dela e talvez até repeti-la depois.

E vale usar o jogo de cintura e o bom humor para sair de situações embaraçosas, conseguir criar empatia com o público é fundamental para atrair atenção e ser admirado, os objetivos devem ser mantidos por toda fala, evitando cair em contradições, na dúvida conte com um profissional de comunicação para dar um apoio.