sexta-feira, 2 de março de 2012

Público Alvo?


Já imaginou que com as mudanças na Internet e nos meios de comunicação as mais comuns formas de extraticação de públicos já não são mais suficientes? Não basta dizer que você quer atingir mulheres da classe A entre 30 e 40 anos, hoje existem novos grupos mais heterogêneos e com interesses em comum.
Pensando nisso a agência DM9 criou um estudo para identificar estes novos grupos e explicar melhor essa história que eles batizaram de "Perfis Digigráficos".

Assista o vídeo abaixo e interaja para entender melhor:

domingo, 1 de maio de 2011

A Comunicação pela comunicação não existe! - Palestra com Renato Delmanto

Por Caroline de Oliveira Araujo

Na última quarta feira, dia 27, o curso de Relações Públicas da Universidade Metodista recebeu para uma palestra o profissional Renato Delmanto,  Gerente Corporativo de Relações com a Mídia no Grupo Votorantin, formado em jornalismo pela PUC-SP e com especialização na FAAP, que compartilhou suas experiências em comunicação corporativa com o tema Relacionamento com a Mídia.

A palestra começou com uma apresentação da Votorantim, enfatizando os campos de atuação, que vão bem além do setor de cimentos e conta até com uma incubadora de novos negócios. Partindo para a área da comunicação, em uma roda de públicos bem complexa, o profissional destacou a importância da relação com o governo, já que diariamente são discutidos projetos de lei que tem impacto direto sobre empresas do grupo, em alguns casos capazes de fechar fábricas inteiras. E salienta a postura de lobby junto a outros grupos para fortalecer relações trazendo consequências positivas para a sociedade.

No momento seguinte, Renato diz que a Votorantim não pode ser considerada uma empresa low profile (itálico) e sim uma empresa no profile (itálico), já que ela não busca aparecer todo tempo e nem expor diretores em prol de capas de grandes veículos da imprensa, porém afirma que mesmo sendo da cultura da empresa não se mostrar, de forma alguma esta pretende se esconder, pelo contrário, atualmente nenhuma empresa ou profissional pode bancar o invisível. O – colocar o que ele é na Votorantim – fez uma analogia com a síndrome do elefante no deserto: mesmo sendo um animal enorme e cinza, ele acredita que se ficar imóvel no deserto, um mar de amarelo, conseguirá passar despercebido, "o mundo exige que você se comunique (...) uma empresa não pode ficar parada, tímida". Não da para empurrar as questões para baixo do tapete, é preciso saber se mostrar.

A partir desse perfil que não busca grande exposição, mas entende seu papel como fonte de informações, a Votorantim trabalha ações de comunicação com a mídia que tem por objetivos:
- ampliar contato com a imprensa: criar e expandir as formas de contato, ainda que tenha que dizer não aos jornalistas será um não simpático;
- criar relações de longo prazo: o relacionamento com a imprensa é aprimorado constantemente;
-atuar com transparência: preservar a credibilidade, através de informações acertadas e quando não puder divulgar determinados dados apenas informar isso, sem dar margem para especulações;
-zelar pela reputação e imagem: através da credibilidade ter reconhecimento positivo, e trabalhar este ativo intangível do grupo Votorantim;
-atrair talentos para o grupo: um desafio é fazer com que as matérias publicadas sejam positivas e instiguem os jovens a quererem fazer parte da empresa;
- contribuir para os objetivos do negócio: "não existe comunicação pela comunicação, ela deve colaborar com os objetivos da empresa como um todo".

A partir dessas metas o profissional destaca que os principais desafios das políticas corporativas de relacionamento com a mídia são definir uma estratégia que se adéque com todas as unidades de negócios, devido a sua variedade e necessidade específica, passar a dimensão correta da atuação do grupo, de sua participação em diferentes setores, monitorar as notícias que saem sobre as empresas do grupo e ter agilidade para responder, suas estratégias de atuação quando precisa apresentar informações em curto prazo é avaliar cenários e riscos, e preparar porta-vozes diante destes cenários, o profissional diz que "a recomendação quando um momento apresenta um risco maior que a oportunidade é melhor não dar uma entrevista".

E tal valoração sobre quando dar ou não uma entrevista, quais informações compartilhar deve ser feita friamente, já que ninguém tem controle sobre a informação, pois uma vez divulgada ela ganha vida própria, como foi o caso de informações consideradas sigilosas terem sido divulgadas no portal WikiLeaks ou do partidário do PT se manifestado a favor da liberação da maconha. -vídeo no yt-

Indo além do relacionamento com a mídia, Renato indica a importância de desenvolver no funcionário a consciência de que ele é a própria empresa, e treinar cada um para que ele também seja fonte de informações, e a Votorantim busca fazer isso através de seus manuais de conduta e do manual específico de relacionamento com a mídia.

A imprensa segue com seu papel de fiscalização dos poderes constitutivos da sociedade: sua função é ser o olho da sociedade, o desafio é entender que o jornalista cobra respostas em nome da sociedade e a empresa deve estar preparada para satisfazer ou conter de maneira satisfatória este turbilhão de cobranças. Aquele que fala e leva o nome da empresa deve entender que ele não deve responder tudo, nem tudo é realmente responsabilidade da empresa, é preciso deixar o problema com quem pode solucioná-lo e não ficar apresentando opiniões quando não se é extremamente necessário.

Se tratando de imprensa, tentativas de conhecer o conteúdo antes de sua publicação pode ser considerado censura, o que pode causar insatisfação e borrões na relação com a mídia, como tem acontecido com a Folha de S.Paulo e o caso do filho do político Sarney. Havendo informações erradas, a empresa só pode se manifestar posteriormente de forma amigável; buscando a reparação da melhor maneira possível.

No código de conduta que é disponibilizado para todos os funcionários, há um capítulo dedicado as redes sociais; no qual veta ao funcionário a divulgação de informações em nome da Votorantim, detalhe destacado também no código de ética: o descumprimento é passível de demissão. Todo manual de relacionamento busca ser o mais didático possível a fim de facilitar o entendimento de todas as áreas do grupo, desde o chão de fábrica até diretores, sem desagradá-los.

A divulgação e disseminação desse material é feita através dos veículos internos, da intranet e em workshops para todos os funcionários com convidados externos, geralmente com ampla experiência em relacionamento com a imprensa. Os resultados obtidos são quantificados a partir do número de matérias publicadas sobre o grupo Votorantim, quais ações conseguiram gerar mais matérias em mídia espontânea, estudo de quais segmentos atraíram mais visibilidade para o grupo, sempre fazendo um cruzamento entre positivas versus negativas

Voltando as redes sociais, o profissional quando questionado sobre a postura quanto reclamações feitas através de mídias sociais diz que no caso de acusações infundadas/ofensas a Votorantim prefere não se manifestar para não gerar mais destaque em uma bola de neve, discutindo informações que apenas gerariam mais munição para ataque do que resolveria a questão, mas quando a questão tem fundamentos ela será trabalhada por uma equipe especializada.

Renato destaca que as redes sociais são uma boa forma de atrair a atenção de talentos da Geração Y, por quebrar a imagem de empresa antiquada, porém a carreira dentro do grupo Votorantim não se desenvolve com a mesma agilidade das redes sociais, o plano de carreira é pensado a longo prazo o que acaba desestimulando o perfil dessa Geração.

No destaque a Professora da Universidade Eddi Bacco,
responsável por trazer o profissional, Renato Delmanto e o
coordenador do curso de Relações Públicas Paulo Ferreira
O palestrante encerrou a apresentação frisando que a maior necessidade das empresas sempre será o relacionamento e gestão de pessoas “são necessários gentólogos e não tecnólogos” sobre importância de compreender as pessoas, o contato pessoal, e a dificuldade de ter profissionais capazes de gerir pessoas de forma satisfatória, o que faz com o grupo invista fortemente na formação de líderes.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Novela e Relações Públicas?


Eu não sou noveleira, juro. Mas, devo confessar que adoro a novela das sete de uma popular emissora de TV. Um remake muito bem feito. Acompanho diariamente e quando não posso assistir pela TV, corro para ver na Internet.

Mas, o que uma novela tem a ver com Comunicação ou Relações Públicas?
Afinal o MakeCom é um espaço para discussão, com esse propósito: falar de comunicação.

Simples: quem acompanha a novela, sabe que a trama principal é a rivalidade entre dois famosos estilitas. E a imprensa faz uma importantíssima participação na trama.

No folhetim tem duas revistas: uma de moda e uma de fofoca, que vivem atrás dos vários escândalos que os dois estão sempre envolvidos.  Problemas pessoais, vexames em desfiles, gafes, boatos. Tudo isso serve de banquete para duas revistas. Além disso, a novela tem uma personagem interessante, a filha de um dos estilistas, que se passa por uma blogueira misteriosa que sempre tem comentários pertinentes, críticas muito bem colocadas e por isso se tornou uma importante formadora de opinião no mundo da moda. Ela também utiliza os dois como fonte para as discussões em seu blog.

Quando uma reportagem, matéria, nota é publicada a primeira providência a tomar é um vexame pior do que os que iniciaram as manchetes. É vexame para justificar vexame.

O que falta para esses dois? Assessores de Imprensa, Relações Públicas, Media Training, profissionais que orientem os dois personagens o quanto problemas de imagem podem prejudicar uma empresa, no caso deles, os negócios de cada um.

Não acho que seja um pecado a novela não ter esse tipo de profissional, pois são os micos vividos pelos personagens que fazem da novela um sucesso. Mas, como amante da profissão que escolhi,  tento tirar algumas lições da novela.
  • A importância de ter um bom  relacionamento com a imprensa. Eu sei que falar isso é chover no molhado, mas na prática isso faz toda a diferença. É incrível como a revista fala bem de um dos estilistas e joga pedras no outro. Nem preciso dizer, qual dos dois reage pior ao assédio da imprensa, certo?
  • O risco de ter uma imagem abalada. Os prejuízos que podem ser causados. Um dos protagonistas teve problemas tão graves de imagem, que precisou vender sua marca, pois as clientes não queriam mais usar suas roupas. 
  • A falta que um profissional de comunicação faz. Não existe planejamento nenhum. A mulher de um deles (esse mesmo, o que tem problemas com a imprensa, teve que vender a marca, novamente ele...) até tenta agir de forma estratégica, parece que vive em guerra, mas não tem boas intenções e por não ter preparo nenhum todos os seus tiros saem pela culatra.
E preciso adiantar que vai entrar uma personagem na trama com a função de Assessora de Imprensa, mas ela vai trabalhar na editora das duas revistas e não para os personagens.

Volto a dizer não sou noveleira, tenho outras formas de me entreter. Mas, já que me rendi aos encantos de uma novela procurei tirar algo útil dela. 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Está chegando o dia do RP!


O dia 2 de dezembro tem sido aguardado e comentado no Twitter há algumas semanas, os profissionais discutem ações, a evolução da profissão e principalmente o orgulho por serem Relações Públicas.

Esta será minha terceira comemoração do 2 de dezembro, e embora também esteja ansiosa com o dia e para ler os posts que surgirão em dezenas de blogs, gostaria mesmo de ver outras pessoas, que não profissionais de comunicação, me dando os parabéns, que as pessoas consigam falar algo além de "Ahn?" quando digo qual faculdade escolhi fazer e que saibam para quê podem precisar dos serviços de um Relações Públicas.

Históricamente seguimos uma profissão nova, que tem em sua própria regulamentação a dúvida se foi correta ou se ela própria reduz a possibilidade de reconhecimento, a confusão entre o bacharelado em Relações Públicas pra se tornar profissional de Relações Públicas para executar funções de...Relações Públicas.

Possíveis mudanças sugeridas pelo MEC sobre nosso curso confundem ainda mais, principalmente os alunos que nos primeiros anos de curso acham complicado explicar o que vão 'ser quando crescerem' ( falo por mim pelo menos, e depois de entender o que são RP's ficou ainda mais difícil explicar isso de um jeito simples sem deixar de lado funções da profissão).

É claro que ainda há muito a ser feito sobre nossa profissão, quero que a profissão Relações Públicas tenha o destaque que merece e não que seja uma mar de confusões e dúvidas, acredito ser fundamental continuar buscando a legitimação da profissão, mostrar a atuação e o alcance dessa paixão que é comum entre poucos.

Espero que esse 2 dezembro não seja apenas comemorado entre RP's e sim usado como uma boa oportunidade de dizer ao mundo quem somos e a que viemos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A importância do bom discurso


No último domingo, dia 12, aconteceu na RedeTv! o debate dos presidenciáveis, primeiro debate de destaque da emissora, (que por si só já renderia um post sobre o crescimento e evolução da mesma) e eu por gostar deste tipo de embate comecei a assistir o programa.

Antes de começar o debate a emissora fazia 'plantões' sobre a chegada e comentários dos candidatos que chegavam, todos com suas respectivas equipes e seus assessores, imagino que eles deveriam estar tão nervosos quanto seu candidato, afinal é função de um comunicador cuidar para que o discurso seja preparado de forma interessante e clara, evitando confusões de qualquer tipo. Além dos discursos vem o treinamento, o tal do media training que prepara a personalidade com o evento que terá pela frente, possíveis perguntas e ataques, um trabalho que se não for bem feito pode resultar em um grande tropeço para uma campanha dessa importância.
E durante o debate era possível ver as diferenças entre as falas, o estilo do partido por trás de cada frase, mas que nenhum deles deixava de consultar suas anotações e às vezes até cortar uma frase no meio para fazer algum apontamento. Além da preparação o nervosismo com certeza atrapalhou bastante, alguns dos candidatos chegaram até a fazer ofensas pessoais, exaltando os ânimos da platéia.
Participar de um debate não é facil e ter um discurso bem praparado pode ser a linha guia para escapar de saias justas, algumas dicas para montar um bom texto:
Mantenha-o curto – um discurso não precisa ser longo para ser impactante;
Elimine formalidades desnecessárias – se você está fazendo um discurso, as pessoas não querem se preocupar com cada termo complicado que você usar;
Tenha um objetivo – se for falar por falar, é melhor ficar calado;
Toque o coração das pessoas – um discurso é diferente de uma palestra, em que você tem que ser técnico. No discurso você não precisa seguir argumentos lógicos, mas sim cativantes;
Pense grande – o seu discurso sempre pode usar como referência temas atuais e de grande importância para sua platéia;
Fale para todos – lembre que você está falando para pessoas que pensam de formas diferentes e vivem de formas diferentes. Não se limite à apenas um grupo semelhante ao seu;
Faça as pessoas visualizarem – use palavras fortes e que exemplifiquem o que está falando, isso vai prender a atenção de todos. Um exemplo que temos é quando o Lula usa “meus companheiros” ao invés de “povo brasileiro”, quando ele faz isso todos se sentem mais próximos dele;
Cite frases famosas – sempre existem boas frases para dar mais ênfase ao que você está dizendo. Uma boa opção para pesquisar é o WikiQuote, lá você encontra diversas citações famosas ou não para serem usadas;
Faça uma boa revisão – para ter certeza de que seu discurso é realmente bom, é necessário que ele seja escrito e aperfeiçoado várias vezes;
Termine com uma frase impactante – quando terminar um discurso com uma boa frase, as pessoas irão se lembrar dela e talvez até repeti-la depois.

E vale usar o jogo de cintura e o bom humor para sair de situações embaraçosas, conseguir criar empatia com o público é fundamental para atrair atenção e ser admirado, os objetivos devem ser mantidos por toda fala, evitando cair em contradições, na dúvida conte com um profissional de comunicação para dar um apoio.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Opinião Pública, A Imagem e As Redes Sociais


Muitos devem pensar que opinião pública é a opinião da maioria das pessoas, e isso é um grande erro. A opinião pública é a opinião da maioria manifesta ou, como define Candido Teobaldo, é “a opinião do público que discute diante as controvérsias, que questiona, que participa.”

Mas, e a imagem? A imagem está relacionada à forma como a organização é vista, é influenciada pela experiência que os grupos externos têm com a empresa e está ligada à opinião pública.

Redes sociais são estruturas sociais compostas por pessoas conectadas por um ou vários tipos de relações ou simplesmente partilham crenças, conhecimentos ou prestígios. As redes sociais vieram para revolucionar as formas de fazer comunicação e os usuários as utilizam como uma forma de obter informação sobre o que desejam. Muitos utilizam as novas mídias para encontrar sugestões de onde comprar e quanto pagar por certo produto, e determinam isso através da opinião de internautas.

Levando em consideração que a opinião de usuários das redes sociais pode e vai influenciar a opinião de outros usuários, entra aí o papel do Relações Públicas, profissional pesquisador que faz seu trabalho com base na opinião dos públicos - aqueles que interagem com ela. Pois suas ações influenciam diretamente no bom andamento das organizações. Sendo assim, o uso da comunicação corporativa bem estruturada e planejada alinhada ao negócio da empresa nas redes sociais é garantia de sucesso.

Hoje, dentre as mais famosas redes sociais como Orkut, Facebook, LinkedIn e Blogs, o Twitter, a mais nova entre elas, vem exercendo papel importante na criação da imagem, pois usuários utilizam a ferramenta para criticar uma marca, um produto e até mesmo uma organização.

Os usuários dessas novas mídias costumam expor suas opiniões sem o mínimo pudor, alguns já estão tão decepcionados que procuram nestas ferramentas uma forma de serem vistos e ouvidos, não importando as consequências.

A seguir, dois casos de usuários do Twitter. Um que criticou a própria organização na qual trabalhava e foi punido, e outro que aumentou a visibilidade da organização.
→ No dia 11 de maio de 2010, a Editora Abril demitiu Felipe Milanez, ex-editor assistente da revista National Geographics Brasil, por ele ter feito um comentário indevido em seu Twitter sobre a Revista Veja, mantida, também, pela Editora. A reportagem comentada era “A farra da antropologia oportunista” que falava sobre reservas indígenas no país, o ex-editor postou em seu Twitter que a revista “fabricava” declarações e citou os jornalistas responsáveis pela matéria como anti-indígenas.
→ Em 2009, um ano depois da criação do Twitter da construtora Tecnisa, foi lançada uma promoção exclusiva para seus seguidores nas redes sociais, que não passavam de 300 no microblog, já nas primeiras cinco horas houve aumento de 200 seguidores e logo no primeiro dia 27 pessoas ficaram interessadas, sendo que uma fechou negócio e realizou a compra de um imóvel através do Twitter.

Analisando os dois casos, pode-se concluir que as organizações que possuem contas corporativas nas redes sociais se preocupam muito com a opinião de seus usuários e com a imagem que elas criam junto aos seus seguidores, procuram manter uma relação amigável com eles, criam promoções a fim de estreitar relacionamentos e questionam as opiniões, porém dependendo do que é dito e qual o seu papel na organização há risco de ser punido.

Se você é um usuário, fique atento na forma que expressa suas opiniões, pois mais para frente poderá se arrepender.

E se você é uma organização, preste atenção na imagem que está sendo criada da sua empresa e o que estão falando dela, procure sempre estreitar os relacionamentos com seus seguidores.

Boa viagem nas navegações pelas redes sociais, mas verifique sempre se é uma boa hora para estar lá!

(Escrito originalmente para a 2ª edição da Revista A Bordo da Comunicação)

domingo, 25 de julho de 2010

Vender é para os fracos!


Esses dias um colega veio me pedir para desenvolver um projeto de um site e divulgação, me disse que eu que teria que fazer isso, pois tenho um jeito diferente de pensar, esse mesmo colega me disse uma vez que a faculdade que eu escolhi não dava futuro e que 'o que importa é vender'. Esse é o pensamento dele, mas para mim esse jeito diferente de pensar tem a ver com um jeito Relações Públicas de vender.
Afinal, vender é teoricamente fácil, basta oferecer um bom produto e mais barato que a concorrência. Mas o que fazer quanto a variação de preços e, principalmente, como fazer alguém escolher pelo produto da sua empresa e não da concorrente?

Vender: começo, meio ou fim?

Um exemplo de que vender não é tudo, temos o caso da bebida Alpino que não continha o chocolate homônimo, os clientes acostumados com o sabor do bombom esperavam encontrar na bebida suas características, porém esta apenas levava o nome do chocolate, causando revolta nos consumidores, que através de reclamações em mídias sociais levaram sua frustração as manchetes de jornais e blogs de grande audiência.
A preocupação da Nestlé em conseguir um grande volume de vendas direcionou o foco apenas em ações de marketing e divulgação, não se preocupando com as reações do público, o que resultou em uma crise de imagem à marca e restrições quanto as propagandas do produto.
Vender não pode ser encarado como uma linha reta que tem em sua extremidade a conclusão da venda, talvez essa postura combinasse com o período taylorista e com a explosão do consumismo, porém atualmente as pessoas buscam produtos e serviços que tenham valores agregados e que devem fazer parte do discurso da empresa. Esse processo deve ser algo cíclico, e fundamentado no relacionamento com os diversos públicos.
É aí que entra o Relações Públicas, cuidando de planejar o alcance das ações da empresa, buscando estreitar os relacionamentos e garantir a boa imagem junto os públicos de interesse, evitando conflitos entre seus interesses e garantindo a transparência afim de evitar crises. É a estratégia construída com o apoio de uma equipe de comunicação que faz toda a diferença na rotina da organização.

Vender é a parte fácil, planejar e estudar o impacto que está por trás dessa etapa é que dá trabalho...

Vender é consequência, estratégia é fundamental.

domingo, 18 de julho de 2010

A culpa é da falta de Comunicação


Serviço de Atendimento ao Cliente, muitas empresas têm investido nisso. A criação do Código de Defesa do Consumidor, a concorrência, evolução dos meios de comunicação, a rapidez para transmissão de informações, são alguns fatores que fizeram com que as grandes empresas começassem a se preocupar com isso. No mês de junho a revista Consumidor Moderno divulgou uma pesquisa mostrando que o setor de atendimento é considerado hoje um dos segmentos de maior expansão na economia brasileira.

Pois é, esse cenário parece perfeito para que nós consumidores possamos nos sentir seguros em comprar produtos ou adquirir serviços, que nada vai nos deixar insatisfeitos, frustrados, irritados. Caso isso ocorra, teremos a quem recorrer. Será que é isso mesmo?

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) é a porta de entrada da empresa. É o canal onde os clientes têm contato com a empresa e não apenas com seu produto. Os atendentes, analistas, operadores (cada empresa usa um nome) são responsáveis em manter o cliente bem informado, auxiliar para reverter insatisfações, registrar todo tipo de manifestação, seja ela negativa ou positiva, e auxiliar a preservar a boa reputação da empresa. Portanto, ele deve ser a pessoa mais bem informada da empresa, certo?

A realidade é que a maioria das empresas estão aprendendo, se aperfeiçoando na questão de relacionamento com cliente. E qual a melhor forma de aprender? Errando.

Lançamento de novos produtos, mudanças de procedimentos, recalls, pesquisa de satisfação, promoções. Tudo isso acontece de forma muito dinâmica, dependem de decisões que envolvem muitos departamentos, e o SAC é, na maioria das vezes, o último a saber. Existem casos, que o mercado recebe um produto, antes que os atendentes tenham conhecimento de suas especificações técnicas.

Aí o cliente liga questionando sobre esse lançamento, o atendente é pego de surpresa e pronto. Já é suficiente para o cliente acreditar que a empresa é desorganizada, que os atendentes são incompetentes. Esse é apenas um dos exemplos, onde a falta de comunicação pode ser determinante para arranhar a boa imagem de uma empresa.

Eu sou uma consumidora muito exigente e já passei por inúmeras situações desagradáveis envolvendo o atendimento telefônico de uma prestadora de serviço. Tive um problema com o pagamento da minha fatura e tive que ligar três vezes na central. Eu fiz a mesma pergunta as três vezes e recebi três respostas diferentes! Outro exemplo onde a falta de organização, comunicação e interação entre a equipe podem prejudicar a imagem da empresa.

Está na hora das empresas darem mais valor a esse departamento que é tão importante para o bom andamento dos negócios. Não importa se é prestadora de serviço, se produz produtos de varejo ou maquinários para outras empresas. O importante é atender bem o cliente, não só no momento da venda, mas também quando ele precisar reclamar. Mesmo porque a reclamação é um excelente termômetro, onde conseguimos medir a qualidade do produto que estamos oferecendo.

E para isso é preciso a interação entre todas as áreas, comunicação alinhada, treinamentos periódicos para os atendentes. Realizar um trabalho estratégico com esse público tão essencial para uma organização. Não só colocar um 0800 na embalagem do produto e achar que isso é fazer relacionamento com cliente.

Esse é mais um exemplo que a Comunicação é essencial para a sobrevivência de uma empresa.

domingo, 11 de julho de 2010

Merchandising Social, você sabe o quê?


Merchandising Social são inserções (intencionais, sistemáticas e com propósitos educativos) de temas sociais e mensagens educacionais no enredo de telenovelas e minisséries. O Merchandising Social é inserido neste contexto por causa da audiência, tornando o merchandising mais eficiente.
As questões abordadas se mostram como parte integrante das tramas e ficam associadas de forma positiva aos personagens, que acabam se tornando porta-vozes das causas, ajudando a promovê-las.
Os problemas abordados não são questões tangenciais ou circunstânciais, mas sim, leitmotiv¹, exercendo o papel de inserir a realidade na fantasia.
Este tipo de merchandising funciona de duas maneiras: a primeira representada pela iniciativa dos autores das novelas e minisséries, e a segunda formada por parcerias entre emissoras e ONGs, como a PCI (Population Comunication International) que recebe das emissoras as sinopses de todas as novelas e a partir da trama, lista os momentos e as situações que possam discutir os temas.

No processo de criação do Merchandising Social se observam as seguintes etapas:
  1. Análise da Sinopse: leitura e análise da sinopse da telenovela ou minissérie para conhecer a sua história, as tramas paralelas e os conflitos presentes.
  2. Estudo do elenco, dos personagens e do diretor: é importante estudar bem o elenco para identificar quais os melhores personagens que poderão transmitir a mensagem social ao público. Os diretores também são importantes, pois são eles que abrem espaço para o Merchandising Social nos enredos das novelas e minisséries, além de falarem em entrevistas e reportagens sobre o tema social abordado.
  3. Levantamento de oportunidades sócio-educativas: é a identificação das temáticas sócias passíveis de abordagem, levando em conta o público-alvo. Visto isso se elabora os diálogos, as cenas e as situações onde as mensagens poderão ser passadas de forma natural.
  4. Elaboração de briefings : é quando os redatores de merchandising criam a melhor forma de inserir a mensagem na história, sendo ela através de diálogos dos personagens ou de cartazes e estímulos visuais nos cenários.
  5. Proposta de Merchandising Social: é a hora em que todos os aspectos do Merchandising Social são cuidadosamente verificados, levantando as necessidades e possíveis mudanças no enfoque ou tom da mensagem.
  6. Ações de Merchandising Social: é o resultado final, onde as cenas já estão gravadas e prontas para exibição. As ações doMerchandising Social são classificadas da seguinte forma: Conceituais, De menção em texto, Dialógicas, De uso e Estimulo Visual, assim como qualquer outro merchandising em telenovelas.
O mais importante para o Merchandising Social seria os diretores e autores se conscientizarem do seu papel perante a sociedade já que são, através de suas novelas e minisséries, grandes formadores de opinião, podendo levar em seus enredos conteúdos educativos e sociais.
As mensagens de Merchandising Social não provocam reações negativas, mas sim reflexões e críticas por parte dos telespectadores, já que o código de ética dos publicitários e das emissoras são respeitados.


¹ Termo alemão usado para caracterizar um tema associado a um personagem ou assunto, em um contexto cênico, sendo que toda vez que o personagem ou o assunto estiver em evidência, o tema será reapresentado.


Referência Bibliográficas: 
O que é merchandising social? Disponível em: http://200.155.18.61/informacao/43e1ea9e_110ff5e5bed_-7fb9.pdf
RIZZARDI, D. G. F. O outro lado da diversão: Uma leitura do merchandising às crianças em programas de televisão. 2000. 134f. Tese (Mestrado em Comunicação Social) Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2000.

domingo, 21 de março de 2010

Cobertura: A Bordo da Web 2.0 Corporativa


Por Caroline de Oliveira Araújo
No último dia 18, aconteceu o evento organizado pela equipe do blog A Bordo da Comunicação que teve como objetivo reunir comunicadores a fim de discutir o uso e o impacto das redes socias para as empresas.
No auditório da FECAP reuniram-se cerca de 120 profissionais e estudantes de comunicação para assistir as palestras, quem iniciou a discussão da tarde foi Gil Giardelli (Co-fundador da Agência Gaia Creative, Justmail do Board da Amanaie e Startupi e coordenador de cursos na ESPM de Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups) com o tema "O que significa inovação digital". O palestrante abordou de forma simples e ao mesmo tempo estimulante o surgimento das redes sociais nos tempos medievais, destacando seu uso por personalidades como Copérnico, Galileu e Da Vince, e sua evolução até os dias atuais. Gil também destacou as relações pessoais nas redes brasileiras, que tem as comunidades online como preferência para 15% da população contra apenas 6% dos EUA, e a importância dos conteúdos que são publicados, cada pessoa é o que compartilha e compartilhar é a palavra de ordem da web 2.0. Seguindo em um clima inspirador discutiu novas e pouco conhecidas redes socias e como tanta tecnologia tem sido um recurso para reaproximar pessoas de acordo com seus interesses e reforçar a interdependência. O conteúdo da apresentação pode ser visto aqui.
O segundo tema foi "Blogs Corporativos e Mídias Sociais" com Carol Terra (Pesquisadora na temática das Novas Tecnologias de Comunicação e Coordenadora de Comunicação Corporativa do site de e-commerce Mercado Livre), trazendo vários casos recentes divulgados no YouTube, como o caso "Garota da Uniban", um vídeo com ares de denúncia  contra o Banco Itaú, e discutindo como tais ações podem afetar marcas e empresas. Durante a apresentação foram abordados pontos como a colaboração dos blogs para a estrátégia da organização, destaque publicitário, espaço para as Relações Públicas e influência junto aos leitores, e as vantagens de se ter um blog por conta da sua interatividade e velocidade de contato junto aos públicos. Em sua palestra abordou também alguns pontos que devem ser estudandos na implantação e medição de resultados que podem ser lidos aqui.
O terceiro palestrante foi Mauro Segura (Gerente de Comunicação e Marketing da IBM Brasil), que discursou com o tema "Comunicação Colaborativa" trazendo casos da empresa na qual trabalha e exemplos de como as redes sociais tem agregado na comunicação com os funcionários. Mauro comentou sobre a resistência da alta administração quanto a liberação do uso de redes sociais pelos colaboradores da organização, e que o choque de gerações era responsável pela rejeição dessas novas mídias, e que os conteúdos publicados não podem ser controlados, porém por serem recursos eficientes para a organização devem ser trabalhados com diretrizes específicas. Mais artigos do comunicador podem ser lidos no blog A Quinta Onda.
A úiltima a falar foi Lígia Dutra (Administradora, Gestora do e-commerce da NKStore, professora da ESPM no curso Passo a Passo da Inovação no Comércio Eletrônico e idealizadora do bate-papo sobre e-commerce) que abordou o tema "E-commerce e Redes Sociais", começando pela definição de comércio virtual que não se trata somente da venda pela internet, e sim de todos os processos que envolvem  decisão de compra, como a captação do cliente, apresentação de produtos e o pós venda. 'As redes socias tem sido fundamentais para seduzir o consumidor de formas criativas' citando o caso de virais e seu projeto pessoal ByMK que se assemelha a uma grande vitrine com diversos modelos de roupas que podem ser editados e comentados por milhares de usuárias. Para Lígia, o comércio online deve ser abordado de fomas interativas, pois ninguém passa 20 minutos no site de uma loja olhando produtos, mas se diverte criando looks que serão apresentados para outras usuárias, e é essa interação que deve ser trabalhada para o comércio. E essa discussão continua no Bate-papo sobre e-commerce.
Ao final das palestras foi aberto espaço para perguntas aos componentes da mesa, questões interessantes foram levantadas como novas regras de direitos autorais e perspectivas futuras da comunicação 2.0. Para encerrar foram sorteados alguns livros pela organização do evento.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Bordo da Web 2.0 Corporativa

Por Maira Manesco de Oliveira

Hoje o MakeCom traz uma dica de evento.
O Fórum A Bordo da Web 2.0 Corporativa, que acontecerá na FECAP Liberdade (perto do Metrô Liberdade), dia 18 de março, das 14h30 às 18.
O evento será realizado pelo Blog A Bordo da Comunicação e contará com a presença de Mauro Segura (Gerente de Comunicação e Marketing da IBM Brasil), Carolina Terra (Pesquisadora na temática das Novas Tecnologias de Comunicação e Coordenadora de Comunicação Corporativa do site de e-commerce Mercado Livre), Lígia Dutra (Administradora, Gestora do e-commerce da NKStore, professora da ESPM no curso Passo a Passo da Inovação no Comércio Eletrônico e idealizadora do bate-papo sobre e-commerce) e Gil Gilardelli (Co-fundador da Agência Gaia Creative, Justmail do Board da Amanaie e Startupi e coordenador de cursos na ESPM de Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups).
O objetivo do  Fórum é reunir profissionais e estudantes de Comunicação a fim de discutir sobre Relações Públicas e a Web 2.0 Corporativa.
Vale ressaltar que o evento será gratuíto e os participantes receberão um certificado.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parabéns São Paulo pelos 456 anos!

Por Caroline de Oliveira Araújo

José Anchieta e Manoel da Nóbrega escolheram São Paulo para fundar as primeiras escolas jesuítas. O povoado foi se desenvolvendo, embora por estar longe do litoral e não ter capacidade para cultivo de produtos para exportação, a vila era tomada como insignificante limitada ao centro velho, composto de conventos, bancos e serviços onde hoje ficam as ruas Direita, XV de Novembro e São Bento.

No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província  e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Com a expansão da atividade cafeeira, a ferrovia SP Railway e construção do Viaduto do Chá e Avenida Paulista, a cidade caminhava a passos largos para se tornar a grande metrópole que conhecemos hoje.

E se existe uma cidade que ilustra o mundo globalizado dos anos 2000 é São Paulo, com todas as suas tribos e enorme fluxo de informações, a cidade que nunca dorme é também uma mina das oportunidades para nós comunicadores, que buscamos vários meios para interagir com seus 10.886.518 habitantes. E é claro que o MakeCom não poderia deixar de fazer a sua homenagem a esta cidade que também é nossa casa.

Parabéns São Paulo!



Fontes:
Mulher de  Classe - História de São Paulo
Cidade de São Paulo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O meu cliente é uma padaria (de luxo)!

Por Maira Manesco de Oliveira

No IV semestre do curso de Relações Públicas da Metodista temos que realizar um Projeto Integrado com uma empresa-cliente real. O Projeto consiste em criar um Programa de Relações Públicas com no mínimo 4 ações voltadas para o público de interesse da organização.

Nós, da The Who Company, realizamos o projeto com uma Panificadora de Luxo na cidade de Santo André, que conta com 130 funcionários aproximadamente e três sócios, dois majoritários e um minoritário.

Durante o semestre fizemos cerca de três visitas por mês para conversar com o responsável pela panificadora, tirar fotos, conhecer a produção e fazer pesquisa.

Logo nas primeiras visitas identificamos que havia certa falha na comunicação interna da panificadora, onde os donos não conheciam seus funcionários, e os funcionários, do ponto de vista do dono, não se sentiam a vontade para dar opiniões. Com base nessa percepção chegamos a conclusão que o público de interesse da panificadora era o seu público interno.

O próximo passo foi aplicar uma pesquisa com metade dos funcionários para saber o que eles sentiam realmente. O resultado da pesquisa acabou nos surpreendendo, pois diferente do pensamento dos donos, os colaboradores sentiam orgulho de trabalhar na panificadora e se sentiam a vontade para conversar com seus gestores, além de gostarem do ambiente de trabalho.

Sendo assim, a pesquisa confirmou que existe falta/falha na comunicação interna, visto isso nossas 4 ações tiveram o objetivo de integrar sócios e colaboradores.
As ações foram:
• Palestras e workshops bimestrais com temas não ligados a organização, com a intenção de conscientizar os funcionários e fazer com que eles se sintam importantes para a organização.
• Reuniões de 45 em 45 dias para a discussão de melhorias, onde o objetivo é integrar os colaboradores e gestores, melhorando o feedback.
• Evento externo para confraternização de final de ano, com o intuito de integrar todos os colaborados e incentivar união da equipe.
• Espaço de lazer onde terá a comemoração de aniversários, um jornal mural e uma biblioteca, incentivando o bem estar e a união da equipe.

Por fim, para sabermos se teve ou não resultado estas ações, a avaliação será feita através de uma pesquisa qualitativa respondida pelos funcionários e a participação nas palestras e reuniões.

Ao final do Projeto Integrado, percebemos que todas as organizações precisam de um Relações Públicas, até mesmo as menos prováveis como é o caso de uma padaria (de luxo).

domingo, 3 de janeiro de 2010

Relacionamento é tudo!

Por Joyce de Almeida Tomaz
 
O ano começa, cheio de esperanças, expectativas, desejos e promessas de mudanças. Todo ano começa assim, mas na segunda quinzena de janeiro nem pensamos mais nas expectativas e tudo está exatamente como era antes.

Vou abordar um assunto que acho que tem muito haver com isso: final e começo de ano. Vou falar sobre relacionamentos e tentar fazer uma ligação aqui.

Na faculdade, tenho aprendido a importância do bom relacionamento de uma empresa com seus públicos e assim como em uma empresa, o relacionamento é muito importante em nossas vidas. É preciso investimento e dedicação.

Veja só: nos relacionamos com vizinhos, amigos, familiares, namorados, padres, colegas de trabalho, chefes. Além disso, somos consumidores, portanto nos relacionamos com o dono da padaria, caixas de supermercado, frentista e assim vai, uma lista enorme com vários grupos de pessoas.

Com a correria do dia-a-dia,  as pessoas estão cada vez mais estressadas, cansadas e não existe mais bons relacionamentos.

Podemos comparar nossas vidas a uma empresa: os custos devem ser administrados, há investimentos a serem feitos e precisamos ter bons relacionamentos com "nossos públicos" também! Uma das funções de um RP na empresa é despertar boa vontade em seus públicos. Temos que levar isso na nossa vida pessoal.

Isso vai nos ajudar a enfrentar crises. Porque na vida pessoal, também temos crises, certo?

E como profissionais de relacionamentos, devemos nos dar bem com todos os públicos, o tempo todo e não só dentro da empresa, durante o ambiente de trabalho.

A essa altura quem gosta de fazer promessas de começo de ano, já fez as suas. Mas eu sugiro que uma dessas promessas seja: investir mais nos meus relacionamentos. Para que no final de ano, quando todos se abraçarem, seja realmente sincero. Com certeza 2010 será um ano melhor se todos se empenharem e se comprometerem com "seus públicos".

Desejo a todos um 2010 de muitas realizações a todos os profissionais de Comunicação e principalmente aos meus colegas Relações Públicas!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Dia do RP

Por Caroline de Oliveira Araújo

Hoje é o Dia das Relações Públicas e como não poderia deixar de acontecer o MakeCom traz mais uma postagem sobre o valor da profissão nesse mundão globalizado.
As Relações Públicas tem seu registro na história desde a década de 30, quando Ivy Ledbetter Lee se tornou o responsável pela reputação da Família Rockfeller em seus negócios. Desde então a profissão tem se disseminado nos EUA, muitos profissionais atuam sem a necessidade de diploma, detalhe que acaba por prejudicar o reconhecimento da profissão no nosso país, que surgiu em decorrência das empresas que vinham do exterior e precisavam de profissionais capazes de cuidar da imagem da organização.
A polêmica em torno da profissão parece estar longe do final, regulamentada por lei em 1967, muitos discutem se essa regulamentação favorece ou prejudica a profissão, que ainda é interpretada de forma errada, mas isso nós, os Relações Públicas, tratamos todos os dias de contornar, legitimando nossa atuação no mercado.
Hoje em dia é fácil encontrar material sobre a profissão, o número de autores que se dedicam ao assunto vêm crescendo, e o número de profissionais interessados em dar forma a essa coisa chamada RP também vem aumentando.
Uma profissão de bastidores, capaz de evitar conflitos e até mesmo passar por crises sem perder o prestígo conquistado durante anos. RP exige tempo e planejamento e principalmente estratégia.

Hoje no Dia do RP vários blogs estão fazendo postagens sobre o tema em Blogs de Comunicação, vale a pena conferir. E siga a tag #DiadoRP no Twitter.

Relações Públicas em 140 caracteres!

Por Maira Manesco de Oliveira

Hoje é o Dia Nacional dos Relações Públicas, no caso nós :). Então Parabéns RPs queridos dessa terra maravilhosa chamada Brasil!


Quem tem e acompanha o Twitter deve ter percebido que está acontecendo uma postagem coletiva incentivando a nossa (futura) profissão e mostrando que não somos as pessoas que servem coxinhas em eventos, somos muito mais, além de sermos muito importantes!

Dia 28 de novembro o @fabioalbukerk começou uma campanha no Twitter com a tag: #DesafioRP e diversos estudantes e profissionais da área definiram em até 140 caracteres o que é Relações Públicas.


Minha contribuição para o #DiadoRP é juntar todas as definições com seus devidos créditos. Então aí estão: 
@laurapostal : Administra a comunicação a fim de promover a imagem institucional junto aos públicos de interesse.
@flavimaribondo: Relações Públicas: gestão da comunicação organizacional.
@vagouveia: RP é a Arte e Paixão de lidar com a organização e com pessoas.
@crmanzotti: RP fortalece a imagem das instituições perante seus públicos por meio de estratégias de comunicação e relacionamento.
@gbarbosarp: Adelina Martins, direto do Seminário de RP - Relações Públicas é saber lidar com a reputação organizacional.
@pvtarga: Profissão que pensa e atua estrategicamente com a comunicação, utilizando diversas ferramentas para aprimorar relacionamentos.
@altasaventuras: RP é o gestor da área de comunicação da empresa.
@jhcordeiro: RP é a interface do mundo corporativo com o mundo externo.
@digitalbranding: RP é sinal de transmissão de marca.
@NatytaFranco: RP é a arte de trabalhar a imagem da organização para todos seus stakeholders, posicionando a marca de forma estratégica.
@narjaraxavier: Trabalha relacionamento com públicos de uma organização de maneira estratégica através de instrumentos de comunicação dirigidos.
@RRenataarrudas: RP é processo que gerencia e relaciona com diversos públicos de uma organização fazendo a manutenção da imagem.
@Lii_Santos: RP é administrar relacionamentos, expectativas, marcas, imagem e reputação por meio de estratégias e ações de comunicação.
@Clubedorp: RP é em sua plenitude a complexa arte de se relacionar!
@carlosaFFonso: RP é um administrador da comunicação com os diversos públicos de uma organização e/ou pessoa.
@marciaceschini: RP é a ponte para criar bons relacionamentos e direcionar gerenciamento de marcas.
@Andrea__Gomes: RP é o elo entre a organização e seus públicos-alvo gerenciando e planejando a comunicação interna e externa.
@prochno: Eu gosto da clássica "RP é a arte de harmonizar expectativas" do Mestieri.
@diego_santos: RP é desenvolver estratégias e ações de comunicação para otimizar relacionamentos e agregar valor a imagem.
@EilorMarigo: Relações Públicas é a busca pelo equilíbrio entre a imagem que uma instituição transmite e a percepção do seu público.
@jerblima: RP é uma função gerencial, porque reflete as políticas e programas desenvolvidos nos níveis mais altos de gestão.
@EmilyBianquini: RP gerencia os relacionamentos com os mais diversos públicos e estabelece estratégias unindo imagem e reputação.
@GabiSharp: RP é o equilíbrio de interesses e relações!
@robsonrp: RP trabalha para melhorar a imagem, a comunicação e os relacionamentos de uma organização com os seus públicos.
@mvjbonfim: RP faz gerenciamento da comunicação com estratégias de relacionamento sustentáveis e valor.
@vitorpbalan: RP é a "ciência" (e a arte) de promover o diálogo e de manter relacionamentos.
@ocappuccino: RP é pensamento e execução estratégica dos relacionamentos e da construção de imagens.
@PHLemos: Colocar as teorias e práticas da comunicação a serviço dos objetivos da organização.
 
E por último a minha definição:
@mairamanesco: RP é a base/canal para um bom relacionamento entre as organizações e seus públicos de interesse.


Fazendo um resumão de tudo que foi dito, podemos concluir que Relações Públicas é o elo entre a organização e seus públicos, contruindo um canal de comunicação confiável e sustentável, além de posicionar a marca no mercado, trazendo credibilidade para a organização.

Continue no MakeCom, hoje ainda teremos mais postagens sobre Relações Públicas!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MakeCom em nova fase!

Por MakeCom

A princípio, como explicamos em nosso primeiro post, o MakeCom era fruto de um trabalho acadêmico realizado pela agência The Who Company, formada por nove alunos do 3º semestre do curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo.

Gostamos muito desse trabalho e resolvemos continuar com o blog, com postagens feitas em menor periodicidade, devido aos outros projetos cada vez mais complexos do nosso curso.

Muitas coisas mudaram... Estamos agora indo para o 5º semestre e criamos uma nova agência.

Hoje, o MakeCom inicia uma nova fase. O blog continuará sendo um espaço para falarmos de Comunicação e Relações Públicas, porém, agora, com apenas três colaboradoras: Caroline de Oliveira Araújo, Joyce de Almeida Tomaz e Maira Manesco de Oliveira.

Vamos tratar de assuntos atuais, levantar discussões e comentar mais sobre a realidade da nossa profissão, afinal estamos mais maduras e experientes.

Participamos de atividades práticas, elaboramos projetos para clientes-reais o que nos aproximou do mercado, além da experiência adquirida nos estágios realizados.

No decorrer desta semana, já teremos textos novos.


Boa Leitura!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Blog Novo!

Por The Who Company

Queridos leitores,
durante um mês o blog MakeCom ficará um pouco parado, pois estamos com um blog novo e acadêmico, lá vocês poderam conhecer melhor o mundo das Relações Públicas e se surpreender com ela.
Visitem: Blog The Who Company

Obrigada, esperamos vocês em 30 dias.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Relações Públicas volte a brilhar!


Por Maira Manesco de Oliveira
 
A postagem de hoje não tem muito haver com o foco do blog, é mais um desabafo, uma revolta, uma CAMPANHA!

Ano passado ingressei no curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo. Na primeira semana, tudo novo, tudo legal, tudo era trote e palestras de inserção. Na segunda semana, fomos para as efetivas aulas e salas, aí tudo mudou -drasticamente- o que tinha sido prometido pela Universidade não estava sendo cumprido, 120 alunos por sala ao invés de 80, isso gerava desconforto, já que ninguém ficava quieto e era impossível aprender algo nas aulas. Recebemos a proposta de separar a sala, o que não foi muito longe, a maioria estava mais disposta em conversar, fazer ‘networking’ e beber, sabe como é a liberdade dos 18 anos, né?!

Chegou o II semestre, aí começaram as decepções... fiquei sabendo que uma das nossas melhores professoras tinha abandonado o magistério por nossa causa e que o curso de Relações Públicas da Metodistas, segundo o Guia do Estudante tinha caído de 5 para 4 estrelas. Bom, tudo bem, ainda tínhamos 04 estrelinhas brilhando.
 
No III semestre, já em 2009, mais uma professora abandona a Metodista -pelo menos dessa vez a culpa não foi nossa-, juro que ela era A melhor dando aulas de Pesquisa. Sobre o semestre vale ressaltar que graças a lotação das salas tínhamos aulas em auditórios.

Agora, cá estou no IV semestre... o que mudou de lá para cá? NADA! Neca de pitibiriba. Pois é, a sala continua lotada (não tanto quanto antes, agora só tem 96 alunos), os professores ainda nos detestam, ah! uma coisa mudou, agora só temos 3 estrelas. Não deixei isso por menos, fiz campanha no Twitter, vai que alguém via e me apoiava, né?! O FALAÇÃO apoiou:


Mas, o que eu queria mesmo era entender quais os critérios que o Guia do Estudante usa para dar e tirar nossas amadas estrelinhas. E também queria muito entender por que a Metodista usa essas estrelas como Marketing se nem todos os cursos são estrelados e os que são nem todos tem 5 estrelas. Além do mais, se é para usar a avaliação do Guia do Estudante como convite à novos alunos, que tal querer saber o motivo de perder estrelas e o critério usado para receber as estrelas?!

   Segue meu depoimento para o jornal na íntegra:

Bom, a Campanha: Eu quero minhas estrelas de volta! #RP5estrelasnow!, surgiu logo depois de eu receber um email da Metodista se glorificando por ter 62 estrelas, e eu feliz fui lá ver quantas estrelas meu curso estava. E aí a decepção... Entrei na Metodista com o curso de Relações Públicas tendo 5 estrelas e a promessa de ser o melhor, o 1º ano passou, perdi uma estrela e 2 ótimas professoras (Jocélia Mainardi e Márcia Tondato), o 2º ano mal acabou e já perdemos 2 estrelas e um professor renomado (Fábio França), e aí? Ano que vem vou perder outra estrela, outros professores e vou me formar numa Universidade que nem se importa com isso porque já tem outras 59 estrelas? Não! Eu quero minhas estrelas de volta, quero mais professores renomados e quero acreditar que o curso de Relações Públicas da Metodista é um dos melhores do Brasil!